por Giuseppe Cocco
Os governos Lula fizeram uma política dos pobres, e é ela que constitui o
quebra-cabeça sem solução para a oposição PELA PRIMEIRA vez a economia brasileira não foi abalada pelo choque exógeno.
Outra grande inovação: o Brasil se tornou um ponto de referência -ao mesmo
tempo- do processo constituinte que atravessa a América do Sul e dos esforços de democratização da governança mundial da globalização. Como nas economias centrais (mas sem precisar mobilizar o mesmo volume de recursos), o governo Lula interveio para restaurar o crédito e subsidiar a produção industrial. Mas a verdadeira novidade é que as políticas sociais são hoje o motor da retomada do crescimento.
Um numero crescente de estudos já indicava que as transferências de renda (emparticular o programa Bolsa Família) contribuíam para a redução sem precedentes da desigualdade de renda e para a pujança do consumo dos pobres (que as estatísticas chamam de “classes D e E”).
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